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Saúde física e mental10 de agosto de 2026também enviado por email

Cuidar da saúde também faz parte da responsabilidade profissional

Um alerta nos exames me fez reorganizar prioridades sem abandonar ambição, trabalho ou responsabilidade.

Cuidar da saúde também faz parte da responsabilidade profissional

Este texto também chegou por email para quem assina Notas de uma vida em construção.

Por muito tempo, tratei saúde e trabalho como assuntos separados. Eu assumia responsabilidades grandes, entregava resultado e acreditava que o cuidado comigo poderia esperar. Com o tempo, percebi que energia, clareza e estabilidade também fazem parte da capacidade profissional.

Eu não fazia exercício, comia mal, dormia mal e bebia com frequência. Não bebia todos os dias, mas, quando começava, tinha dificuldade para reconhecer a hora de parar.

No dia 13 de agosto de 2025, doze dias depois de completar 40 anos, decidi fazer um desafio de 40 dias sem álcool.

Quarenta dias viraram mais

Pensei que, se conseguisse ficar 40 dias, poderia chegar a 60. Depois a 90. Quando o período passou, não tive vontade de voltar.

Quase um ano depois, continuo sem beber. Foi uma das melhores decisões que tomei. Não transformo isso em regra para os outros nem em medalha moral. É apenas uma decisão que fez sentido para mim e para a vida que comecei a construir.

Alguns meses depois de parar, fiz exames. Os resultados exigiam atenção e acompanhamento. Mais do que o susto inicial, eles trouxeram uma constatação objetiva: eu precisava tratar minha saúde com a mesma disciplina que sempre apliquei ao trabalho.

Procurei orientação profissional e comecei a reorganizar escolhas que havia adiado por tempo demais.

Responsabilidade, não culpa

Minha primeira reação foi olhar para trás e pensar no que poderia ter feito de outro jeito. Depois entendi que culpa não organiza rotina nem sustenta mudança. Responsabilidade, sim.

A mesma ambição que me fez crescer profissionalmente precisava incluir uma visão de longo prazo. Cuidar da saúde não significava trabalhar menos ou abandonar objetivos. Significava preservar a capacidade de decidir bem, liderar pessoas e sustentar resultados por muitos anos.

Saúde costuma perder porque é silenciosa. O corpo absorve noites ruins, alimentação desorganizada, ansiedade e sedentarismo por algum tempo. Essa tolerância temporária parece permissão. Até deixar de parecer.

O alerta que virou ação

Algum tempo depois, vivi um episódio forte de ansiedade durante o expediente. Procurei atendimento e tratei aquilo como deveria: um sinal de saúde que exigia atenção, não como uma definição sobre quem eu era ou sobre a minha capacidade de trabalhar.

A experiência me fez rever hábitos e a forma como eu distribuía energia. Não deixei de gostar de desafios, metas ou responsabilidades grandes. Passei a entender que preparo físico e mental também são parte da entrega.

Procurei atendimento.

A avaliação médica descartou uma emergência física naquele momento e indicou um episódio de ansiedade que precisava ser acompanhado.

Recebi o alerta com seriedade e passei a incluir saúde física e mental nas decisões sobre rotina, energia e trabalho.

Foi ali que transformei atenção em ação.

Cuidar também é responsabilidade

Não conto essa história como recomendação médica. Exames e sintomas precisam ser tratados com profissionais. Também não acredito que uma única decisão resolva saúde, ansiedade ou rotina.

Desde então, parei de tratar o cuidado comigo como egoísmo ou como uma tarefa que só entra depois de todo o resto. Saúde passou a fazer parte do planejamento, como qualquer responsabilidade importante.

Cuidar do corpo é uma forma de responsabilidade com quem divide a vida conosco.

Eu queria construir segurança para minha família. Aos 41, entendo que a minha presença saudável também faz parte dessa segurança.

Imagem criada com IA a partir de uma fotografia minha. Este é um relato pessoal, não uma orientação médica.

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